Quando me perguntam onde eu moraria “se pudesse escolher qualquer bairro do Rio”, acho que já esperam que eu venha a pautar minha resposta pelo glamour Manoel Carlizado de Leblon e Ipanema; pela tranquilidade belicista da Urca; ou até pela vista nem sempre inodora da Lagoa. Pois afirmo para estes que não troco por nada meu Humaitá.
“É um bairro de passagem”, dirão alguns. Pois a estes fica o convite para um passeio em São Conrado às 18 horas. “É apenas um pedaço de Botafogo”, dirão outros. O pedaço oposto a Copacabana, felizmente, responderei.
É óbvio que temos de aceitar que até o mais glorioso dos bairros tem seus pontos fracos. Por exemplo, não temos praia. Mas também não temos imóveis corroídos pela maresia. Não temos metrô. E nem conexão direta com a Pavuna. Não temos shopping. E isso lá é ponto fraco?
Orgulhe-se de ser Humaitano. Pois se Santa Tereza tem ladeiras, nós temos a Macedo Sobrinho. Se no Jardim Botânico sobram árvores, o que não nos falta são floriculturas. Se a Penha tem Igreja, “habemos” a Casa do Mago.
Ah… e ficamos bem longe da Barra.

GÊNIO…