Até onde vai o Humaitá?

Venho sendo muito questionado acerca dos limites territoriais do Humaitá. Não que eu me importe com essas questões rasas e geográficas, afinal esse nome significa muito mais do que aquilo que existe entre quatro linhas imaginárias. Mas, para responder aos críticos, hei de discorrer nas próximas linhas sobre a questão geográfica de nossa Jerusalém da Zona Sul carioca (sagrada, histórica e disputada por todos).

Uma Meca às segundas.

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Humaratona

Vai ser dada a largada para aquele que é, logo depois das Olimpíadas do Colégio Pedro II, o maior evento esportivo do bairro: a Travessia do Humaitá. Participantes de todos os lugares do mundo se enfileiram embaixo do viaduto que dá acesso ao Rebouças, ponto de partida de nossa maratona. Os competidores estão cientes dos obstáculos do caminho: a ladeira logo na saída, o sinal de trânsito na frente dos correios que não fecha nunca e os cocôs de cachorro da R. Desembargador Burle. O juiz solta o tiro que dá a largada e…

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Habemos Facebook

Seu bairro tem perfil próprio no Facebook? Pode até ter, mas agora que o Humaitamo lançou sua página no Facebook, nosso pequeno district vai se tornar sem dúvidas o bairro com o maior número de “Curtires Per Capita”: a divisão do total de número de moradores (um pouco mais gente que a torcida do América) pelo número de curtir.

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Se não curtir, o Oliveira vai aparecer nos seus pesadelos com uma salsicha na mão.

A Guerra de Independência Humaitana

Destroços da Guerra no bairro (ou do Bloco de Segunda)

Depois de muito tempo abdicando de seu desenvolvimento natural para não deixar o resto da cidade para trás, os moradores daquele pacato bairro carioca se cansaram. Era hora de alcançar sua emancipação. Aliás, isso não porque é coisa de Município. O Humaitá queria mesmo é conquistar sua independência do Brasil.

Foram anos e mais anos sendo atropelado sem dó por carros do Centro para a Barra, da Tijuca para a Zona Sul, trazendo apenas poluição ambiental e sonora. A partir de agora a República das Ruas Unidas do Humaitá exigiria visto de entrada. Mas, assim como aconteceu com os bravos guerreiros de Farroupilhas, o Brasil não se renderia fácil.

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Bendito sois vós entre os bairros cariocas

Uma Nova Iorque sem perigo de cair avião.

Quando me perguntam onde eu moraria “se pudesse escolher qualquer bairro do Rio”, acho que já esperam que eu venha a pautar minha resposta pelo glamour Manoel Carlizado de Leblon e Ipanema; pela tranquilidade belicista da Urca; ou até pela vista nem sempre inodora da Lagoa. Pois afirmo para estes que não troco por nada meu Humaitá.

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